Rosana Gimael Blogueira

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Quando um amor morre


De repente as gentilezas se vão
A pessoa -  aquela que vc trouxe pra dentro de sua casa
Pra sua vida pra sua cama
Aquela com quem você dividiu
Mesmo que por pouco tempo
Mesmo que não tenha sido um tempo razoável
Simplesmente já não te olha com o mesmo olhar certeiro
E já não dirige a você palavras doces.

De repente você se põe a pensar
Quando tudo isso começou
Quando essa “ausência” se instalou
Quando essa pessoa deixou de ser intensa
Interessada agradável zelosa com você
Pra se transformar na pessoa estranha ao seu lado
Calculista mesquinha fria zombeteira de seus sentimentos
De repente aquela pessoa a quem você deu o melhor de você 
(seria isso o motivo, o de ter se doado tanto?)
Vai embora.

E você constata naquele olhar – o derradeiro - que outrora fora doce e apaixonado
A verdade: tudo acabou!
Aquela pessoa com quem você fez loucuras
Com quem você aqueceu corpo alma coração
Agora é  um ser que nunca a  amou verdadeiramente
E apenas apareceu na sua vida pra você saber
Que tudo é uma ilusão que tudo é tão fugaz.

Quando um amor morre  ele não morre de repente
Ele vai adoecendo e você faz de conta que não percebe
Você vai se enganando se iludindo
Na verdade – você sabe -  se o amor morreu é porque nunca fora amor ...

Talvez o  tempo possa cicatrizar  feridas
E não deixará brechas portas vazios lacunas
E tudo passará
E tudo ficará bem...
Até o verdadeiro amor – enfim – chegar.

E você estará mais forte
Porque estará apaixonada – antes de tudo – por você mesma
Não mais criará expectativas no outro e sim em você
Então, estará pronta para viver plena e intensamente 
O amor que  merecerá ter.
E você cantará e ouvirá o canto do amor...