Rosana Blogueira

quarta-feira, 22 de julho de 2015

BEL E LENA: LINDAS MENINAS



Pessoas que marcam pra sempre!
Elas são irmãs, são parceiras na vida,  na garra e na determinação. Essa  parceria é linda de se ver, de se sentir! E é a lembrança  dessas duas incríveis meninas, amigas queridas que, hoje, nesta madrugada fria, me inspira.  Ambas são do elemento Terra, o que traduz  senso de justiça,  perseverança, solidez, resistência , disciplina e, principalmente,  os “pés no chão”, arraigados a suas origens.
Eu as conheço há muito tempo, desde sempre: dos tempos de Usina Ester, na colônia, em tempos de Paredão; depois na “vila”, em Cosmópolis, em bailes e festas.  E, com elas, dividi muitos bons momentos!

Elas são filhas de Domingo – por ter nascido  em um domingo, fora assim batizado o pai das meninas - e de Helena,  progenitores descendentes de italianos, de cujas famílias de imigrantes  se fizeram em Cosmópolis.
Domingo, mais conhecido como Seu Tote, o severo pai, com  uma  certa rudeza nas  atitudes e comportamento - um “turrão”, “um cabeça-dura” para uns;   grosseiro ou “casca-dura”  para outros –deixaria   rastros indeléveis na educação dos filhos (elas também  têm um irmão, o Juca ) pela intransigência, pela severidade, pela ausência de sutilezas  no trato com os filhos, pelo jeito inflexível de ser: uma pessoa emblemática, figurinha carimbada em muitos “causos” da cidade. Chegam a ser cômicos os relatos sobre ele, tamanha a “sisudez” desse senhor. Mas, a despeito dessa   não-demonstração de  seu afeto para  com a família , Domingo sempre foi um homem trabalhador-nesse quesito, inquestionável, muito bom profissional!
Helena, a mãe, contrapõe ao pai  com sua leveza de ser, com sua doçura, com seu jeito  terno de  ser. Sempre engoliu  seco as “má-criações” do homem que escolhera para ser seu companheiro até que a morte os separasse. Helena, de nome inspirador, que poderia nos remeter “ a mulheres de Atenas”, a Helena do Domingo- sim!-, também poderia servir de  inspiração para poetas, músicos e também musa em  centenas de versos de tantas canções ou protagonista de grandes histórias. Caberia muito bem a essa mulher tão querida, tão humana, tão sábia e, principalmente, batalhadora vitoriosa, todas as  deferências e reverências.
OS PAIS DAS MENINAS:  SEU TOTE  E  DONA HELENA
Pois bem,  então as meninas cresceram e, entre tantos espinhos e algumas certas ciladas do Destino, seguiram elas  determinadas  com Fé e, principalmente, alimentadas pelo Amor de Helena. Em alguns momentos foram mal interpretadas; em outros, discriminadas. Porém, seguiram elas pela vida, sendo coroadas pelo êxito de realizações  inúmeras.
Tornaram-se lindas mulheres não só na aparência – elas arrancavam suspiros por onde passavam!-, mas em suas lindas essências  cristalinas que,  ao nosso primeiro “olhar  além”, transmitem generosidade, compaixão, solidariedade e, principalmente, a sensação de meninas muuuito do bem! Estudaram, formaram-se excelentes profissionais, viajaram pelo mundo, vivenciaram situações lindas. Hoje  são respeitadas, admiradas – e, por vezes, até invejadas! E o melhor de tudo: ainda preservam  o mesmo jeito de ser  e de sentir a vida.
As meninas – haha – são elas, as irmãs Gagliardi,  a Izabel e a Maria  Helena. Pronto, falei!

A Izabel – Bel - tem um jeitinho meio turrão – ih, acho que é do Seu Tote-  que funciona como escudo pra se defender de outras possíveis  “ ciladas”, mas sempre foi doce, sensível demaaais da conta! E, com todos os desafios a ela impingidos, tem se saído muito bem em tudo a que se propõe  fazer. O jeito dela que, por vezes, traduz certa melancolia ou uma certa tristeza ; talvez seja porque Saturno ,o  planeta que rege o seu signo , tenha a estranha mania de conduzi-la ,por vezes,  a um comportamento restritivo-pessimista que pode levá-la a uma certa introversão ou isolamento.  Nada que Mercúrio, o que rege o signo da Maria Helena, não possa amenizar já que esse planeta, mais próximo do sol, representa a infância com seu transbordamento de vitalidade e ação!
LENA  E BEL: BELAS E ADMIRÁVEIS MULHERES
A verdade é que essa menina, a querida Bel,  tem um poder que ela nem desconfia que tem.  E o magnetismo que ela exerce  sobre as pessoas ao redor dela é algo encantador! (E, a qualquer momento, quando ela estiver pronta,  muitas lindas surpresas serão lançadas em seu caminho).

A Maria Helena  - Lena -  é a outra menina por quem tenho grande admiração. Ela me  acompanhou mais de perto em tempos áureos e, juntas, vivenciamos grandes momentos  de uma época muito bem vivida.
Tem  um fato  que me marcou. Foi em uma ocasião em que certa forasteira, “travestida” de colunista social , disparou aos quatro ventos que ela era uma “DESLUMBRADA” – ao  que ela não rebateu, apenas baixou o olhar. Sofreu  calada a injúria. E o  tempo provou quem era quem. Ah, o tempo, o grande senhor da verdade!  E pra que rebateria  Maria Helena, digna e sábia,  se a vida deu a ela o que a maioria desejaria ter, tempos depois?
Hoje ela  tem uma linda família-sua herança, sua bênção maior- e, a despeito de qualquer  coisa que se questione, resgatou tudo o que a vida, um dia, havia lhe negado.

A simplicidade, a humildade e  a honestidade  dessas meninas são tocantes. É  o  que me encanta , o que me inspira. Pode o tempo passar, ,ficarmos  anos sem nos falarmos  mas quando nos reencontramos, nós  nos reconhecemos – quer sejam pelos  lindos momentos ou por outros não tão lindos que vivenciamos, mas sempre por laços que nos remetem a uma certa cumplicidade e admiração. Sempre!

Ah, não posso terminar sem mencionar aqui que o Juca saiu-se uma pessoa admirável!
Não é que a “mistura” do Sr. Domingo-Seu Tote-  com a D. Helena rendeu lindos e bons frutos? Ué, não é “pelos frutos que se conhece a árvore”? Pois, então, constatem vocês aí  se assim não é?
E essas meninas seguem juntas, mais unidas do que nunca, solidárias a causas nobres, meninas com sutilezas de alma, meninas de atitude! Pessoas que sabem a que vieram!

Meninas da minha terra...pessoas que, por onde passam,  marcam pra sempre!