Rosana Gimael Blogueira

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

AMOR ALADO

“O amor não vê com os olhos, vê com a mente; por isso é alado, cego e tão   potente.” Shakespeare
Imagem: www.overmundo.com.br
Morreu - dia desses - em sua velha e desconfortável  residência
(Em peito angustiado)
Um coração vitimado pelos desenganos
Aprisionado por quimeras
Tomado por vãos sentimentos.
Morreu  em noite escura, calada e fria
(Em boa hora, na hora certa)
Um coração incauto dolorido  desencontrado  disritmado.

Nasceu- dia desses - agora em sua nova e confortável  residência
(Em peito já aliviado)
Um novo coração.
          Em dia iluminado, “transplantado” através de um nobre  doador
Nasceu um coração com artérias vigorosas
Com renovado sangue  
Coração transfundido  e bombeado  
Por  lindas e compassadas batidas
Por doces e inspiradores sentimentos.

De milagroso renascer
Foi o coração resgatado fortalecido restaurado
Por um doador de verdadeiro amor
Anjo que aterrissou com asas douradas
De  mansinho e sem avisar.

Fincou em mim olhar banhado em água benta
Exorcizou sentimentos contraditórios
Hipnotizou-me com as retinas de seus olhos lindos
Veio para um entendimento Maior
Trouxe consigo  a calmaria
Transmutou engodo e melancolia
Em alegria desmedida.
E meu coração passa muito bem
Com sua nova vida  com suas bem compassadas batidas
Com seu novo amor.
Meu coração – hoje -  anda muito ocupado em
Ser feliz.   

Inspirada por Disritmia com Zeca Balero e versos de Shakespeare