Rosana Gimael Blogueira

domingo, 18 de janeiro de 2015

Viver é a arte do encontro!




F
ui apresentada a um rapaz que poderia ter sido meu aluno, que poderia ter sido meu  sobrinho,que poderia ter sido meu filho, que poderia  ser mais uma pessoa que passou em minha vida pra marcar, pra fazer a diferença,  pra me ensinar coisas, pra me fazer ouvir coisas que só acrescentam, que faz a vida valer a pena. Vinte e dois anos, arquiteto por formação, aspirante a ator, não se sabe ainda se por vocação...Bem, pelo que vi e ouvi dele, acho, sim, que ele já nasceu ator.
É naturalmente um rapaz bonito, com um bigodinho estilo anos 30 ( o seu código de barras) que emoldura graciosamente os lábios carnudos e lhe dá um ar de boêmio e de um pouquinho mais velho, estatura mediana, boa aparência, lindo sorriso, dentes harmoniosamente  apresentados.
 Quando fala, sua origem é denunciada pelo sotaque goiano. Seus gestos, sua postura, seu vocabulário, suas pequenas sutilezas de alma delatam que é bem- nascido, que não é um rapaz qualquer- no último dia no Rio, vim a  saber, através dele, que eu não estava errada com as minhas impressões. Nem faria a diferença, sou ligada na essência das pessoas e nada mais.
O provérbio: “ É pelos frutos que se conhece a árvore” vem à minha cabeça, à medida que vou ouvindo o que ele diz, o que ele conta, como ele se apresenta durante os  dias que com ele tive o privilégio de  passar, juntamente com amigos nos quais também  exerceu certo encantamento, um  certo fascínio através do seubrilho incomum, da sua luz irradiando por todos os lugares por  onde passou nesses dias ensolarados( e enluarados!) do Rio de Janeiro. Não tem como não imaginar que pais incríveis devem estar por trás de alguém como ele, que suporte deve ter tido esse rapaz  através de seus progenitores. . e de como tem sido a sua vida, a sua trajetória até aqui.
 È um rapaz centrado, é um rapaz que toca as pessoas com o seu senso humanitário, com o seu lindo jeito  de ser.. Com a sua simpatia e carisma,com sua simplicidade e olhar atento ( e sensível!), com seu jeito sereno e sorriso franco, com suas atitudes nobres ( de um “jovem senhor” -!¿ - cavalheiro!),  seduz ambulantes, crianças, todos à sua volta.
Seu  idealismo não difere da maioria dos jovens que conheço. Seus relatos não fogem da vivência comum a outros jovens de seus vinte e poucos anos...
Capricorniano como eu, ambos com a mesma confluência de planetas,  às vezes apresenta uma certa timidez camuflada talvez pela idade ou pela situação momentânea da descoberta de novas possibilidades. Para logo, desfazer o  “equívoco” e se jogar, sem medo de ser ridículo, sem medo de ser feliz!
Um episódio, dentre outros, me marcou. Entramos num barzinho pra ouvir um som e, quem sabe, dançar. Estranhamos o fato do comportamento “morno”  das pessoas lá dentro ( viemos a comentar isso posteriormente)...Ficamos uns 30 segundos sentados à mesa, meu amigo Vinícius me convidou pra dançar e, de repente,  ele também se juntou a nós, juntamentecom meu filho (baladeiro de carteirinha) e  alí varamos horas na minúscula pista, dançando até o amanhecer  todos os ritmos que marcaram a “minha” época –principalmente o estilo rock progressivo e metal- e que ele também curtia (bom gosto musical não tem idade...rsrsrs!)
Ao rasgar do amanhecer, lá estávamos a conversar sobre as impressões do nosso  encontro, sobre a arte do encontro, sobre a magia da vida...ficamos a filosofar, a conversar muuuito...sintonia total, como se nos conhecêssemos há séculos!
Quando o questionei por que preferiu bater uma foto (minha, com alguns artistas) e não sair nela, ele me respondeu: “O artista (ator protagonista) sou eu, não eles! Eles é que têm que pedir pra tirar uma foto minha!”...rsrsrs.
Este é Breno. Poderia  ser qualquer outro jovem, qualquer outra pessoa jovem ou não. Foi um encontro de almas...e almas não têm idade, almas afins se reconhecem, se identificam, dispensando apresentações formais...E quantas não existem por aí, a se toparem, a irradiarem tanta luz, tanta energia do bem, a “ incendiarem”  a magia de tantos encontros, fugazes ou não, que vêm pra nos fazer prestar atenção que a vida tá aí pra ser vivida à exaustão e , com elas,  aprendermos a ser pessoas melhores, infinitamente melhores!
Como ele disse: “ Nos trombamos na vida...Até!”

 E eu lhe digo: “Até a qualquer momento”, Breno!